domingo, 21 de novembro de 2010

Autor da semana: Alexandra Lucas Coelho

Célebre no mundo do jornalismo, Alexandra Lucas Coelho, com três obras lançadas, já deu provas do seu talento também no universo da literatura.



Alexandra Lucas Coelho nasceu em Dezembro de 1967. Estudou Teatro no I.F.I.C.T e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa.

Trabalhou uma década na rádio e, actualmente, continua a colaborar com a RDP. Em 1998integrou a redacção do Público.

A partir de 2001 viajou diversas vezes pelo Médio Oriente/Ásia Central, tendo permanecido seis meses em Jerusalém como correspondente.

Foi distinguida com prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005.

Estreou-se no mundo da literatura em 2007 com Oriente Próximo, composto por narrativas jornalísticas entre israelitas e palestinianos. Seguiram-se depois Caderno Afegão e, mais recentemente, Viva México, estando a jornalista a dar provas do seu talento não só no universo dos media mas também da literatura.


Obras:
Viva México, Tinta da China, 2010
Caderno Afegão, Tinta da China, 2009
Oriente Próximo, Relógio D`Água, 2007

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Autor da semana: Júlio Magalhães

Saiba mais sobre este jornalista e escritor português que é face da Informação da estação de Queluz (TVI).


© Wook

Júlio Magalhães nasceu a 7 de Fevereiro de 1963. Com apenas sete meses foi para Angola, tendo vivido um ano em Luanda e 12 em Sá da Bandeira (Lubango).

Em 1975 regressou a Portugal e estabeleceu-se na cidade do Porto.

Aos 16 anos iniciou carreira no mundo do jornalismo como colaborador de O Comércio do Porto, trabalhando na área do desporto.

Dois anos depois integrou os quadros do mesmo jornal. Trabalhou ainda no jornal Europeu, no semanário O Liberal, na Rádio Nova e, em 1990, estreou-se na RTP onde, para além de ser jornalista e repórter, apresentou o programa da manhã e o Jornal da Tarde.

Adepto portista, desde 2003 já publicou meia dúzia de obras sobre o F.C. Porto. Contudo, foi em 2008 que lançou o seu primeiro romance, intitulado Os Retornados – Um Amor Nunca se Esquece, obra de ficção onde narra uma história de amor que tem como cenário os conturbados momentos finais de uma “África portuguesa”.

Seguiram-se depois Um Amor em Tempos de Guerra e Longe do Meu Coração, que posicionaram definitivamente Júlio Magalhães no panorama da literatura portuguesa.

A 9 de Setembro de 2009, após a saída de José Eduardo Moniz, foi convidado para assumir o cargo de director de Informação da TVI, cargo no qual se mantém actualmente.


Obras publicadas:
T`Antas Glórias, 2003, Prime Books
T`Antas Glórias – Edição Especial, 2004, Prime Books
Professor, Boa Noite!, 2004, Prime Books
O Meu 1.º Livro do F.C. Porto, 2005, Prime Books
Memorial do F.C. Porto – 100 Glórias, 2006, Quidnovi
F.C. Porto – 100 Momentos, 2007, Quidnovi
365 Razões para ser Portista, 2008, Quidnovi
Os Retornados – Um Amor Nunca se Esquece, 2008, Esfera dos Livros
Um Amor em Tempos de Guerra, 2009, Esfera dos Livros
Longe do Meu Coração, 2010, Esfera dos Livros

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Autor da semana: Carlos Porfírio

Com duas obras publicadas, Carlos Porfírio é um escritor de personalidade “rebelde e inconformista” que já conquistou o público português. Saiba mais sobre este autor que promete vingar na literatura portuguesa.


© portaldaliteratura.com

Carlos Porfírio nasceu em Lisboa, contudo, repartiu o seu tempo entre Moçambique, Angola e Portugal, antes de se radicar definitivamente na cidade que o viu nascer.

Licenciou-se em Economia, contudo, a sua paixão pela escrita acabou por se tornar preponderante no rumo da sua vida. Actualmente divide o seu tempo entre o marketing e a literatura mas um dia, como ambiciona, acabará por se dedicar exclusivamente à escrita.

Marcas de Amor
, obra com a qual se estreou no mundo literário, é o espelho da sua personalidade “rebelde e inconformista”, como o próprio afirma na sua página pessoal na Internet.

Por sua vez, Caídos da Mesma Árvore, um romance que gira em torno de um inconveniente encontro entre um grupo de sete amigos e um gangue acabado de fugir de um estabelecimento prisional, é uma reflexão sobre o comportamento e sobre o exíguo conhecimento que o ser humano tem sobre si próprio.


Obras:

Marcas de Amor, Prefácio, 2005
Caídos da Mesma Árvore, Saída de Emergência, 2009

Fontes:
carlosporfirio.com
Portal da Literatura
Wook

domingo, 31 de outubro de 2010

Atlântida marca presença no lançamento de Reiki – Manual do Terapeuta Profissional

A Atlântida esteve presente no lançamento de Reiki – Manual do Terapeuta Profissional, de Johnny De'Carli, no passado dia 28 no Hotel Tuela, no Porto. A obra, que aborda esta técnica milenar cada vez mais procurada em todo mundo, contou com revisão e adaptação da Atlântida.



“O que sabe um peixe sobre a água na qual nada a vida inteira?” (Albert Einstein) ou
“Ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje. Eis um dos grandes objectivos da vida” são alguns dos muitos pensamentos que podem ser encontrados nesta brilhante obra de Johnny De'Carli.


Reiki – Manual do Terapeuta Profissional, editado pela Dinalivro com revisão e adaptação da Atlântida, aborda este sistema natural de harmonização e reposição energética que mantém ou recupera a saúde, sendo igualmente um método de redução de stresse.

O que é então o Reiki?

Johnny De'Carli explica que “Reiki é uma palavra japonesa. Rei significa universal e pode referir-se ao aspecto espiritual, à Essência Energética Cósmica que atravessa todas as coisas e circunda tudo quanto existe. Ki é a energia vital individual que flui em todos os organismos vivos e que os mantém activos. Assim, o Método Reiki funciona como um instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas”.

A energia Reiki “é um processo de encontro dessas duas energias, a Energia Universal e a nossa energia física. Ocorre depois da sintonização ou iniciação, feita por um Mestre habilitado”.

Esta é, por isso, uma grande obra a não perder já que lhe mostra como evoluir como pessoa e como estar em harmonia com o seu Eu Interior e com o próprio Universo.




Sobre o autor:
Johnny De’Carli é engenheiro agrónomo, tendo-se formado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Julho de 1982. Possui o bacharelato em Teologia pela Faculdade Teológica de São Mateus, São Paulo, concluído em Dezembro de 2003.
É mestre em Ciências da Religião pela mesma faculdade, desde Dezembro de 2005.
É, igualmente, pós-graduado em Terapias Naturais e Holísticas pela Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro, onde actualmente lecciona.
Johnny De’Carli recebeu ensinamento de Reiki no Japão, com o Sensei Fuminori Aoki, presidente do Reido Reiki e do Human & Trust Institute (Tóquio) e autor de Reiki – A Cura Natural, e com o Sensei Doi Hiroshi, presidente da Gendai Reiki Healing Kyokai (Quioto) e autor de Iyashino Gendai Reiki-Ho.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Autor da semana: Gonçalo M. Tavares

Com quase duas décadas de carreira no universo da literatura, Gonçalo M. Tavares tornou-se num escritor de renome no panorama nacional e internacional, tendo a sua escrita despertado em Saramago a “vontade de lhe bater”!


© http://goncalomtavares.blogspot.com/

Gonçalo M. Tavares nasceu em Agosto de 1970 em Luanda, contudo, a sua infância foi passada em Aveiro.
Estreou-se como autor em Dezembro de 2001. Desde essa altura, a sua obra faz-se em romance, conto, ensaio, poesia e teatro.
Em Portugal, recebeu o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004 com o romance Jerusalém e o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com O Senhor Valéry. Recebeu, ainda, o Grande Prémio do Conto “Camilo Castelo Branco”, da Associação Portuguesa de Escritores, por Água, Cão, Cavalo, Cabeça.
Os seus livros deram origem, em Portugal e além-fronteiras, a peças de teatro, objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, projectos de arquitectura, etc., bem como a teses académicas em Portugal, Itália e Brasil. Todas as suas obras estão a ser traduzidas e editadas em 25 países.
Recebeu também, no estrangeiro, o Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia) e nomeação para o Prix Cévennes 2009 – Prémio para o melhor romance europeu (França).
O seu romance Jerusalém foi incluído na edição europeia de “1001 Livros para ler antes de morrer – um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos”.
José Saramago, no discurso de atribuição do prémio homónimo ao romance Jerusalém, disse: “Jerusalém é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem com apenas 35 anos: dá vontade de lhe bater!”. Conheça as obras deste grande escritor que já cativou leitores um pouco por todo o mundo e deixe-se cativar também!

Obras:
O Reino
Um Homem: Klaus Klump, Caminho, 2003
A Máquina de Joseph Walser, Caminho, 2004
Jerusalém, Caminho, 2004
Aprender a Rezar na Era da Técnica, Caminho, 2007

O Bairro
O Senhor Valery, Caminho, 2002
O Senhor Henri, Caminho, 2003
O Senhor Brecht, Caminho, 2004
O Senhor Juarroz, Caminho, 2004
O Senhor Kraus, Caminho, 2005
O Senhor Calvino, Caminho, 2005
O Senhor Walser, Caminho, 2006
O Senhor Breton, Caminho, 2008
O Senhor Swedenborg, Caminho, 2009

Livros Pretos (canções)
Água, Cão, Cavalo, Cabeça, 2006

Enciclopédia
Breves notas sobre a ciência, Relógio d`Água, 2006
Breves notas sobre o medo, Relógio d`Água, 2007
Breves notas sobre as ligações, Relógio d`Água, 2009

Bloom Books
A perna Esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil, Relógio d`Água, 2004

Poesia
1, Relógio d`Água, 2004

Estórias
Histórias falsas (contos), Campo das Letras, 2005

Teatro
A Colher de Samuel Breckett, Campo das Letras, 2003

Arquivos
Biblioteca, Campo das Letras, 2004

Investigações
Livro da dança, Assírio e Alvim, 2001
Investigações Novalis, Difel, 2002
Investigações geométricas, Teatro do Campo Alegre, 2005

Fontes:
http://goncalomtavares.blogspot.com/
Wook
Caminho

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Autor da semana: José Rodrigues Miguéis

Tendo vivido na Bélgica e nos Estados Unidos, José Rodrigues Miguéis tornou-se um grande escritor português da emigração, divulgando, na sua obra de magistral composição ficcional, romances centrados na sua aguda experiência de afastamento da pátria.


©CVC


José Rodrigues Miguéis nasceu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1901, tendo-se licenciado em Direito (Lisboa, 1924) e em Ciências Pedagógicas (Bruxelas, 1933). Foi temporariamente advogado, delegado do Ministério Público e professor do ensino secundário.

Seguidor da imprensa periódica, foi colaborador d`A República e da Seara Nova, dirigiu o semanário O Globo (1933) com Bento de Jesus Caraça e envolveu-se em movimentos de intervenção cívica democrática.

Vendo o seu nome censurado nos jornais, partiu em 1935 para os Estados Unidos, onde acabaria por viver grande parte da sua vida.

Entre 1942 e 1952 foi assistant editor das Selecções do Reader`s Digest. Colaborou regularmente na imprensa de Lisboa e dedicou-se à tradução de nomes como Stendhal, Carson, Erskine, McCullers, Caldwell e F. Scott Fitzgerald.

A sua obra configura-se sobretudo ao nível da ficção narrativa e da crónica-ensaio. Foi um leitor atento de Camilo e Eça e revelou-se mestre da ironia e do humor, problematizando as contradições sociais, analisando o sujeito individualmente considerado, não poucas vezes em situações limite de amargura e de perda mas, também, em busca de identidade, oscilando entre o regresso como forma de esperança e a fuga como expressão de desistência.

Em 1961 foi eleito membro da Hispanic Society of America e, em 1976, tornou-se membro da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1979 foi distinguido com a Ordem Militar de Santiago da Estada, com o grau de Grande Oficial. Morreria no ano seguinte em Nova Iorque, a 27 de Outubro, deixando para trás uma extensa obra que se fez em conto, novela, crónica mas, sobretudo, em romance.

Obras publicadas:

Feliz Páscoa
(Novela), 1932
Onde a noite se acaba (Contos e Novelas), 1946
Saudades para Dona Genciana (Conto), 1957
Uma aventura inquietante (Romance), 1958
Léah e outras histórias (Contos e Novelas), 1958
Um homem sorri à morte com meia cara (Narrativa), 1959
A escola do paraíso (Romance), 1960
O passageiro do Expresso (Teatro), 1960
Gente da terceira classe (Contos e Novelas), 1962
É proibido apontar. Reflexões de um burguês - I (Crónicas), 1964
Nikalai! Nikalai! (Romance), 1971
A Múmia, 1971
O espelho poliédrico (Crónicas), 1972
Comércio com o inimigo (Contos), 1973
As harmonias do "Canelão". Reflexões de um burguês - II (Crónicas), 1974
O milagre segundo Salomé, 2 vols. (Romance), 1975
O pão não cai do céu (Romance), 1981
Passos confusos (Contos), 1982
Arroz do céu (Conto), 1983
O Anel de Contrabando, 1984
Uma flor na campa de Raul Proença, 1985
Aforismos & desaforismos de Aparício, 1996


Fontes:

Centro Virtual Camões
Portal da Literatura
Projecto Vercial

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Autor da Semana: António Mendonça Pinto

Numa altura em que muitos indicadores apontam que a economia portuguesa deverá entrar em recessão em 2011, decidimos dedicar esta rubrica a um homem que tem dedicado a sua vida à economia e que, através dos livros, tem instruído gerações não só sobre a economia portuguesa mas também sobre a europeia, à qual estamos cada vez mais interligados.


António Mendonça Pinto licenciou-se em Finanças no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em 1970, e tem exercido a sua actividade profissional no Banco de Portugal.

No período de 2001 a 2006 foi consultor para os assuntos económicos da Casa Civil do Presidente da República, então Jorge Sampaio, e, entre 1986 e 1988, fundou e dirigiu o Gabinete de Estudos Económicos do Ministério das Finanças.

No desempenho das suas funções profissionais tem participado em diversos comités e reuniões internacionais, nomeadamente na OCDE e na União Europeia.

Na sua carreira académica foi responsável e leccionou várias disciplinas no Instituto Superior de Economia, no Instituto de Formação Bancária, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa.

Interessado pelas questões económicas e financeiras, nacionais e europeias, tem sido orador em diversas conferências e seminários, escrito artigos para jornais e revistas e publicado livros como Sistema Monetário Europeu (Instituto Superior de Gestão Bancária, 1994), União Monetária Europeia – Portugal e o Euro (Universidade Católica Editora, 2.ª Edição, 1997), Política Económica – em Portugal e na Zona Euro (Principia, 1999), O Desafio Europeu e a Economia Portuguesa – Uma discussão necessária (Verbo, 2000) e Economia Portuguesa – Melhor é Possível (Almedina, 2007), obras que recomendamos a todos quantos querem saber e entender a economia actual em Portugal e no mundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mario Vargas Llosa é Prémio Nobel da Literatura

O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura 2010, arrecandando o 11.º galardão sueco para um autor de língua espanhola.



© Enrique Castro-Mendivil/Reuters


“Muito comovido e entusiasmado”. Assim se sentiu Mario Vargas Llosa ao saber que é seu o 103.º Prémio da Literatura, o mais importante galardão do mundo das Letras.

O peruano, de 74 anos, foi distinguido “pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos”, justificou a Academia sueca em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.

Mario Vargas Llosa nasceu em 1936, em Arequipa, no Peru. Professor universitário, académico e político, é uma personalidade intelectual de grande vulto e um dos mais importantes escritores da América Latina e do mundo.

Da sua vasta obra, destaque para A Cidade os Cães (Prémio Biblioteca Breve, 1962; Prémio da Crítica Espanhola, 1963), A Casa Verde (Prémio Nacional do Romance do Peru, Prémio da Crítica Espanhola, Prémio Rómulo Gallegos, 1963), Conversa n' A Catedral (1969), Pantaleão e as Visitadoras (1973), A Tia Júlia e o Escrevedor (1977), A Guerra do Fim do Mundo (1981; Prémio Ritz-Hemingway - 1985), História de Mayta (1984), Quem Matou Palomino Molero? (1986), O Falador (1987), Elogio da Madrasta (1988), Lituma nos Andes (Prémio Planeta, 1993), Como Peixe na Água (1993), Os Cadernos de Dom Rigoberto (1997), Carta a uma Jovem Romancista (1997), A Festa do Chibo (2000), O Paraíso na Outra Esquina (2003) e Travessuras da Menina Má (2007).

Recebeu também o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras em 1986 e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt em 1997. Foi ainda condecorado pelo governo francês com a Medalha de Honra em 1985.

É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977 e da Real Academia Española desde 1994.

Tem vários doutoramentos honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia.


Fontes:
Público
Diário de Notícias
Destak
RTP

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Autor da semana: Isabel Alçada

O seu nome estará para sempre ligado à “aventura” da Educação, quer como ministra, como docente mas, sobretudo, como escritora.






©José Sena Goulão/Lusa




Isabel Alçada nasceu a 29 de Maio de 1950, em Lisboa, sendo a mais velha de três irmãs. A casa da família era bastante frequentada pelas tias e pelas primas, contudo, apesar do ambiente ser maioritariamente feminino, era o pai quem representava a autoridade máxima, sendo um homem de pulso firme mas, simultaneamente, criativo, alegre e optimista, um contador de histórias que organizava passeios e visitas a museus que representavam um desafio e um estímulo permanente para as filhas.

A primogénita frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário. Licenciou-se depois em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.

Casou ainda estudante, na véspera de fazer 18 anos, teve uma filha e iniciou a vida profissional no Centro de Formação e Orientação Profissional – Psicoforma.

Quando terminou a licenciatura, ingressou na Direcção-Geral de Educação Permanente do Ministério da Educação, de onde transitou para o Secretariado da Reestruturação do Ensino Secundário em 1975/76.

Em Setembro de 1976 tornou-se professora de Português e História do 2.º ciclo. Neste mesmo ano, fez o Estágio Pedagógico na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa, sendo convidada para trabalhar na Formação de Professores como orientadora de estágio, tendo, nesta qualidade, participado em vários cursos e seminários sobre a didáctica da História, realizados em Portugal e além-fronteiras.

Fez o mestrado em Ciências da Educação na Universidade de Boston, nos Estados Unidos, e passou a laborar no Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação.

Desde 1985 até à actualidade, faz parte do quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa. Publicou vários estudos que apresentou em Bruxelas, Aix-en-Provence, Tessalónica e Franquefurte.

Em 2009 tornou-se ministra do XVIII Governo Constitucional, tendo a tutela da Educação.
Contudo, a sua vida não se fez só na sala de aula ou no Ministério da Educação, sendo desde 1982 conhecida como escritora dos livros infanto-juvenis Uma Aventura…, que escreve em parceria com Ana Maria Magalhães.

Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura portuguesa, reflectem a infância feliz, a longa e variada experiência educativa, e o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.


Fontes:


uma-aventura.pt


Editorial Caminho

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

É tradutor? Parabéns, hoje é o seu dia!

Comemora-se hoje o Dia do Tradutor. A Atlântida quis saber como se comemora e dignifica a nossa profissão por cá!


Mundialmente, celebra-se o Dia do Tradutor a 30 de Setembro, data da morte de S. Jerónimo (que traduziu a Bíblia para latim), sendo, por isso, o nosso patrono!A versão em latim é conhecida mundialmente como A Vulgata e, até hoje, serve de base para as versões mais actualizadas do maior texto sagrado do mundo.

Ao longo do tempo, a profissão de tradutor foi sendo aparentemente desvalorizada, embora intrinsecamente de grande valor para o entendimento entre várias culturas ao longo dos séculos. O tradutor ocupa, actualmente, uma posição relevante no mundo contemporâneo, caracterizado pela interculturalidade, pela aproximação dos povos e numa altura em que o mundo é uma verdadeira “aldeia global” e em que, independentemente da raça ou nação, todos querem comunicar as suas ideias, talentos e trabalho.

Contudo, em Portugal este dia ficou em branco. A Atlântida contactou quatro instituições portuguesas, nomeadamente, a Associação Portuguesa de Tradutores (APT), a Associação Portuguesa de Empresas de Tradução (APET), o Instituto Camões e, inclusivamente, a União Latina, e em todas a resposta foi a mesma: “Não existem eventos agendados para comemorar o Dia do Tradutor.”

Assim, já que não existem eventos de comemoração, esperamos que este dia sirva para cada um de nós, tradutores, e para os responsáveis pelas grandes instituições de Tradução, reflectirmos e percebermos o muito que ainda há a fazer para valorizar esta profissão, para auxiliar os seus profissionais, para motivar os estudantes de Tradução a seguirem uma carreira que se quer “com futuro” e para valorizar o trabalho que por cá é feito!

Deixamos as conclusões para cada um de vós e desejamos, quer em inglês, espanhol, francês, italiano, polaco, russo, árabe, mandarim…mas, sobretudo, em português, um Feliz Dia do Tradutor!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Autor da semana: José Rodrigues dos Santos

Escritor e professor de Ciências da Comunicação, José Rodrigues dos Santos é também um dos mais prestigiados jornalistas portugueses.

© josérodriguesdossantos.com




José Rodrigues dos Santos nasceu em Moçambique em Abril de 1964, quando o país ainda fazia parte do império colonial português.


Após o 25 de Abril de 1974 mudou-se para Portugal. Contudo, cinco anos depois partiu para Macau onde, aos 17 anos, iniciou carreira no jornalismo, trabalhando na Rádio Macau.


Em 1982 regressou a Portugal e licenciou-se em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa. Em 1986 partiu para a capital inglesa, integrando a BBC.


Já em 1990 regressou a Portugal, sendo contratado pela RTP, onde começou por apresentar o “24 Horas”. Foi durante a apresentação deste programa, em Janeiro de 1991, que noticiou as breaking news sobre a Guerra do Golfo, tendo a sua prestação sido de tal forma cativante que passou a ser a “face” do Telejornal daquela estação pública de televisão.


Em 1993 tornou-se também colaborador permanente da CNN. Reportou conflitos de diversos países, entre os quais, África do Sul, Angola, Timor-Leste, Iraque, Kuwait, Israel e Palestina, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia e Líbano.


Doutorou-se depois em Ciências da Comunicação, disciplina que actualmente lecciona na Universidade Nova de Lisboa.


É um dos mais premiados jornalistas portugueses, tendo ganho diversos prémios académicos e jornalísticos. Venceu o Prémio Ensaio, do Clube Português de Imprensa, em 1986, e o American Club of Lisbon Award for Academic Merit, do American Club of Lisbon, em 1987. Ganhou também o Grande Prémio de Jornalismo, do Clube Português de Imprensa, em 1994. Venceu ainda três prémios da CNN: o Best News Breaking Story of the Year, em 1994, pela história “Huambo Battle”; o Best News Story of the Year for the Sunday, em 1998, pela reportagem “Albania Bunkers”; e o Contributor Achievement Award, em 2000, pelo conjunto do seu trabalho.


Actualmente, é director de Informação e apresentador do Telejornal da RTP e um dos jornalistas mais influentes no panorama informativo nacional. Contudo, além da sua mais conhecida faceta como jornalista, é também ensaísta e romancista. Tornou-se, sobretudo nesta última vertente literária, num dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar o maior número de edições com obras que venderam mais de cem mil exemplares cada.


O romance de estreia, denominado A Ilha das Trevas, foi reeditado pela Gradiva, em 2007, actual editora do autor.


Em 2005, o jornalista e escritor português estabeleceu um acordo com uma das principais editoras a operar nos Estados Unidos, a Harper Collins, com o intuito de lançar naquele país a obra O Codex 632. O livro foi apresentado na Book Fair America de 2007 como um dos principais lançamentos daquela editora.


Entretanto, outro acordo foi obtido pelo autor e pela Gradiva com o Gotham Group, uma empresa de Los Angeles ligada às principais produtoras de Hollywood, tais como a Paramount, a Universal Studios e a Twentieth Century Fox, com o intuito de adaptar a obra O Codex 632 ao cinema. A ocorrer, José Rodrigues dos Santos será o segundo autor português na história, a seguir a José Saramago com Ensaio sobre a Cegueira, a ver uma obra transposta para o cinema.


José Rodrigues dos Santos é assim uma referência para os jovens jornalistas e escritores e um exemplo de profissionalismo no mundo mediático.


Obras:


Ensaio:

Comunicação, Difusão Cultural, 1992; Prefácio, 2001.

Crónicas de Guerra I – Da Crimeia a Dachau, Gradiva, 2001; Círculo de Leitores, 2002.

Crónicas de Guerra II – De Saigão a Bagdade, Gradiva, 2002; Círculo de Leitores, 2002.

A Verdade da Guerra, Gradiva, 2002; Círculo de Leitores, 2003.


Ficção

A Ilha das Trevas, Temas & Debates, 2002; Prefácio e Círculo de Leitores, 2003; Gradiva, 2007.

A Filha do Capitão, Gradiva, 2004.

O Codex 632, Gradiva, 2005.

A Fórmula de Deus, Gradiva, 2006.

O Sétimo Selo, Gradiva, 2007.

A Vida Num Sopro, Gradiva, 2008.

Fúria Divina, Gradiva, 2009.

Conversas de Escritores, Gradiva, 2010.



Fontes:

joserodriguesdossantos.com

Portal da Literatura

Wook

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Autor da semana: Daniel Sampaio

Psiquiatra conceituado e terapeuta familiar, Daniel Sampaio tem dedicado a sua vida e obra ao estudo dos problemas dos jovens e das suas famílias, tendo actualmente quase duas dezenas de obras editadas.

© Sandra Rocha/ Kameraphoto



Daniel Sampaio nasceu em Lisboa em 1946. Até aos 15 viveu em Sintra, tendo-se mudado depois para Lisboa, onde prosseguiu os estudos no Liceu Pedro Nunes.

Em 1970 formou-se em Medicina e, no mesmo ano, casou com Maria José Cabeçadas Ataíde Ferreira, tendo actualmente três filhos e cinco netos.


Em 1986 obteve o doutoramento em Medicina, na especialidade de Psiquiatria.


É professor associado com agregação desde 1997 na Faculdade de Medicina de Lisboa e assistente hospitalar graduado do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria em Lisboa, onde coordena o Núcleo de Estudos do Suicídio.


Coordena, igualmente, neste hospital, o atendimento de jovens com anorexia nervosa e bulimia nervosa. Foi um dos introdutores da Terapia Familiar em Portugal, a partir da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, que fundou em 1979.


Na Rádio Renascença, teve um programa intitulado “Sociedade do Conhecimento”, no qual também participaram Paulo Sérgio e Luís Osório.


O seu livro Vagabundos de Nós foi adaptado ao teatro, com encenação de Luís Osório, tendo a peça estado em cena no Teatro Maria Matos, de 17 de Março a 18 de Abril de 2004, e sido vista por mais de 6 mil pessoas.


Livros publicados:

Droga, pais e filhos, Bertrand, 1978

Terapia Familiar, Afrontamento, 1985

Que divórcio?, Edições 70, 1991

Ninguém Morre Sozinho, Caminho, 1991

Vozes e Ruídos, Editorial Caminho, 1993

Inventem-se Novos Pais, Caminho, 1994

Voltei à Escola, Editorial Caminho, 1996

A Cinza do Tempo, Caminho, 1997

Vivemos Livres numa Prisão, Caminho, 1998

A Arte da Fuga, Caminho, 1999

Tudo o Que Temos Cá Dentro, Caminho, 2000

Lições do Abismo, Caminho, 2002

Vagabundos de Nós, Caminho, 2003

Árvore sem Voz, Caminho, 2004

Lavrar o Mar, Caminho, 2006

Daniel Sampaio, conversas com João Adelino Faria, Relógio D`Água Editores, 2008

A Razão dos Avós, Editorial Caminho, 2008

Porque Sim, Editorial Caminho, 2009



Fontes:

danielsampaio.no.sapo.pt

Wook

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Autor da semana: José Luís Peixoto

“Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo”*, afirma José Luís Peixoto. Um homem das Letras e que acaba de fazer nascer o Livro.

© DN/Gonçalo Villaverde




José Luís Peixoto nasceu em Setembro de 1974 em Galveias, Portalegre, e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Inglês e Alemão, pela Universidade Nova de Lisboa.


Estreou-se na ficção com Morreste-me, em 2000, publicado em edição de autor. No mesmo ano publicou o romance Nenhum Olhar, com o qual ganhou o Prémio José Saramago em 2001 e foi considerado finalista para a atribuição de dois dos mais importantes prémios literários desse mesmo ano: o Grande Prémio de Romance e Novela da APE e o Prémio do Pen Club.


É ainda autor de A Criança em Ruínas (poesia, 2001), Uma Casa na Escuridão (romance, 2002), A Casa, a Escuridão (poesia, 2002), Antídoto (prosa, 2003) e Cemitério de Pianos (prosa, 2006).


Possui textos publicados em várias revistas portuguesas e estrangeiras e assina colunas permanentes em diversas publicações nacionais e além-fronteiras.


Foi, ao longo de vários anos, professor do ensino secundário, tendo leccionado na Lousã, em Oliveira do Hospital e na Cidade da Praia, em Cabo Verde.


No passado dia 14 de Setembro lançou Livro, a sua mais recente obra. Os seus romances estão publicados em 12 idiomas, sendo actualmente um dos jovens romancistas de maior destaque na Europa.



Biografia


Ficção

Morreste-me, 2000

Nenhum Olhar, 2000

Uma Casa na Escuridão, 2002

Antídoto, 2003

Minto Até ao Dizer que Minto, 2006

Cemitério de Pianos, 2006

Hoje Não, 2007

Cal, 2007

Livro, 2010


Poesia

A Criança em Ruínas, 2001

A Casa, a Escuridão, 2002

Gaveta de Papéis, 2008


Obras de teatro

“Anathema”, 2006

“À Manhã”, 2007

“Quando o Inverno Chegar”, 2007


Prémios

Prémio Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude de 1998 e 2000

Prémio José Saramago da Fundação Círculo de Leitores, 2001

Prémio Daniel Faria, 2008

Prémio Cálamo Outra Mirada, 2008



Fontes:

Expresso

Diário de Notícias

Instituto Camões

Wook


* Citação de José Luís Peixoto publicada no Notícias Magazine (Diário de Notícias).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Faleceu Francisco Ribeiro, ex-Madredeus

Compositor, letrista, vocalista e produtor, Francisco Ribeiro, que foi também violoncelista e co-fundador dos Madredeus, faleceu na passada Terça-feira, aos 45 anos.

© D.R.

Francisco Ribeiro foi um dos membros fundadores dos Madredeus, banda que surgiu em 1986 com uma sonoridade especial e melancólica e que percorreu o mundo.

Após centenas de concertos e vários discos lançados, abandonou a banda em 1997 para completar a sua formação musical, em Inglaterra.

Foi membro da Stroud Symphony Orchestra e da Gloucester Symphony Orchestra, em 2002 e 2003.

Longe do olhar do público, regressou a Portugal em 2006 e, em Dezembro de 2009, ressurgiu em primeiro plano com “A Junção do Bem”, o primeiro álbum do seu projecto Desiderata.

Contudo, um cancro no fígado contra o qual lutava obrigou-o a cancelar um espectáculo agendado para Julho passado, na Casa da Música, no Porto, onde o álbum foi gravado.

O corpo de Francisco Ribeiro será hoje levado para o Cemitério dos Olivais onde família, amigos, colegas e fãs poderão dizer um último adeus.


Fontes:
Público
Correio da Manhã
TVI 24

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Autor da semana: valter hugo mãe

Não há erro no título, não se trata de lapso de escrita nem tão pouco de estilo jornalístico, valter hugo mãe escreve-se com minúsculas. Conheça o homem que “limpou” as maiúsculas e cuja obra foi apelidada de “tsunami literário” por José Saramago, e acredite que não foi pelas piores razões …





valter hugo mãe nasceu em Saurimo, Angola, em 1971. Contudo, foi em Passos de Ferreira que passou grande parte da infância. Já em 1981 mudou-se para Vila do Conde, terra que nunca mais deixou.


Licenciou-se em Direito, contudo a sua paixão pelas Letras levou-o a pós-graduar-se em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.


A sua jornada pelo mundo das Letras iniciou-se na poesia, em 1996, com silencioso corpo de fuga, sendo a liberdade formal uma das principais características de valter hugo mãe, para quem “arrancar” as maiúsculas do princípio das frases acelera a leitura, já que, como explica, “não falamos com maiúsculas, aspas ou travessões”.


Em 1999 fundou com Jorge Reis Sá a Quasi Edições, publicando obras de várias personalidades, entre as quais, Mário Soares, Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Artur do Cruzeiro Seixas, Ferreira Gullar, António Ramos Rosa, e Adolfo Luxúria Canibal. No mesmo ano recebeu o Prémio Almeida Garrett.


Em 2001 tornou-se director da revista Apeadeiro e em 2004 publicou o nosso reino. Contudo, seria com o remorso de baltazar serapião, obra publicada em 2007, que o seu talento seria finalmente reconhecido ao ganhar o Prémio José Saramago pela mão do próprio escritor, que caracterizou a obra de valter hugo mãe como um “tsunami literário”.


Em 2006 fundou a editora Objecto Cardíaco. Dois anos depois publicou o apocalipse dos trabalhadores e passou a dedicar-se também à edição de letras de músicas tendo, ainda neste ano, fundado com Miguel Pedro e António Rafael, do grupo Mão Morta, a banda Governo, da qual se tornou vocalista.


Com letras e músicas se faz a vida deste homem, considerado um dos melhores autores contemporâneos do panorama editorial português.



Bibliografia


Poesia


silencioso corpo de fuga, A Mar Arte, Coimbra, 1996;

o sol pôs-se calmo sem me acordar, A Mar Arte, Coimbra, 1997;

entorno a casa sobre a cabeça, Silêncio da Gaveta Edições, Vila do Conde, 1999;

egon schielle auto-retrato de dupla encarnação, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Porto, 1999;

estou escondido na cor amarga do fim da tarde, Campo das Letras, Porto, 2000;

três minutos antes de a maré encher, Quasi Edições, V.N. Famalicão, 2000;

a cobrição das filhas, Quasi Edições, V.N. Famalicão, 2001;

útero, Quasi Edições, V.N. Famalicão, 2003;

o resto da minha alegria seguido de a remoção das almas, Cadernos do Campo Alegre, Porto, 2003;

livro de maldições, Objecto Cardíaco, Vila do Conde, 2006;

pornografia erudita, Edições Cosmorama, Maia, 2007;

bruno, Littera Libros, Espanha, 2007;

folclore íntimo, Edições Cosmorama, Maia, 2008.



Romance

o nosso reino, Temas e Debates, Lisboa, 2004;

o remorso de baltazar serapião, QuidNovi, Matosinhos / Lisboa, 2007;

o apocalipse dos trabalhadores, QuidNovi, Matosinhos / Lisboa, 2008.

a máquina de fazer espanhóis, Objectiva, 2010


Infantil


a verdadeira história dos pássaros, Booklândia / QuidNovis, Matosinhos / Lisboa, 2009;

a história do homem calado, Booklândia / QuidNovis, Matosinhos / Lisboa, 2009.


Fontes:

valterhugomae.com

ionline

Público

Wook

Instituto Camões

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Autor da semana: Agustina Bessa-Luís

Considerada por muitos como a melhor romancista portuguesa da actualidade, Agustina Bessa-Luís tem uma extensa obra que incursa em diversos domínios, desde o conto, a crónica e o ensaio, a livros de viagens, infantis e sobre história da arte. Conheça a história desta mulher cuja vida se faz de palavras.


© Manuel Almeida/Lusa


Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, em 1922, descendente de uma família de raízes rurais de Entre Douro e Minho e de uma família espanhola de Zamora, do lado da mãe, região onde passou grande parte da sua infância e adolescência e que teve uma forte influência na sua obra.


Mudou-se depois para o Porto e estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo, desde então, mantido um ritmo de publicação incomum entre os autores portugueses, contando, até à data, com mais de 50 obras publicadas.


Contudo, é com A Sibila, romance publicado em 1954, que ganha notoriedade e se torna numa das mais importantes vozes da ficção portuguesa contemporânea.


Foi membro do conselho directivo da Comunitá Europea degli Scrittori nos anos de 1961 e 1962.


Já nos anos de 1986 e 1987 dirigiu O Primeiro de Janeiro e entre 1990 e 1993 o Teatro Nacional D. Maria II.


Tem sido “embaixadora” das letras portuguesas em diversos colóquios internacionais e realizado conferências em universidades um pouco por todo o mundo.


É igualmente autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Feria em 1995 no Teatro Nacional D. Maria II.


É membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres, da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa.


Em 1980 foi distinguida com a Ordem de Sant`Iago da Espada, em 1988 com a Medalha de Honra da Cidade do Porto e em 1989 com o grau de Officier de l`Ordre des Arts et des Lettres, atribuído pelo executivo francês.


Em 2004, aos 81 anos, Agustina Bessa-Luís recebeu o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões.



Obra

Ficção
Mundo Fechado (novela). Coimbra: col. "Mensagem", 1948
Os Super Homens (romance). Porto: Liv. Portugália, 1950

Contos Impopulares. Porto: ed. da A. 1951-1953; 4ª ed. Lisboa: Guimarães, 1984

A Sibila (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1954; 20ª ed., 1996

Os Incuráveis (romance). Lisboa: Guimarães Editores 1956; 2ª ed.( 2 vol).1983 / 1984.

A Muralha (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1957; ed. Clube do Livro, 198

O Susto (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1958
Ternos Guerreiros (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1960
O Manto (romance). Lisboa: Liv. Bertrand, 1961

O Sermão de Fogo (romance). Lisboa: Liv. Bertrand, 1962 : Guimarães Editores, 1995

As Relações Humanas: I - Os Quatro Rios (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1964; 2ª ed., 1971

As Relações Humanas: II - A Dança das Espadas (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1965

As Relações Humanas: III -Canção Diante de Uma Porta Fechada. Lisboa: Guimarães Editores, 1966

A Bíblia dos Pobres: I - Homens e Mulheres (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1967
A Bíblia dos Pobres: II - As Categorias (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1970
A Brusca (contos) Lisboa: Edit. Verbo, 1971; 2ª ed., Guimarães Editores, 1984
As Pessoas Felizes (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1975
Crónica do Cruzado Osb (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1976

As Fúrias (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1977; 2ª ed., 1983;

Fanny Owen (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1979; 4ª ed., 1998.

O Mosteiro (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1980; 3ª ed., 1984
Os Meninos de Ouro (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1983; 8ª ed., 1996
Adivinhas de Pedro e Inês (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1983; 2ª ed., 1986
Um Bicho da Terra (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1984
A Monja de Lisboa (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1985
A Corte do Norte (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1987; 2ª ed., 1996
Prazer e Glória (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1988
A Torre (conto). Lisboa: Assoc. Port. de Escitores / Tabaqueira, 1989.
Eugénia e Silvina (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1989; 2ª ed., 1990
Vale Abraão (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1991; 3ª ed., 1996
Ordens Menores (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1992; 2ª ed, 1996
O Concerto dos Flamengos (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1994
As Terras do Risco (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1994
Memórias Laurentinas (romance). Lisboa: Guimarães Editores, 1996
Um Cão que Sonha. Lisboa: Guimarães Editores, 1997

Biografia
Santo António. Lisboa: Guimarães Editores, 1973; 2ª ed., 1993
Florbela Espanca. Lisboa: Arcádia, 1979; 3ª ed., Guimarães, 1998
Sebastião José. Lisboa: I.N.C.M., 1981; 2ª ed., 1984
Longos Dias Têm Cem Anos: Presença de Vieira da Silva. Lisboa: I.N.C.M., 1982.

Ensaio

Camilo e as Circunstâncias, 1981
António Cruz, o Pintor e a Cidade, 1982
Aforismos. Lisboa: Guimarães Editores, 1988
Apocalipse de Albrecht Dürer. Lisboa: Guimarães Editores, 1986
Martha Telles: o Castelo Onde Irás e Não Voltarás. Lisboa: I.N.C.M., 1986
Camilo - Génio e Figura. Lisboa: Notícias, 1994
Alegria do Mundo - I. Lisboa: Guimarães Editores, 1996

Crónica
Conversações com Dimitri e Outras Fantasia. Lisboa: A Regra do Jogo, 1979; 3ª ed., 1992

Viagens
Embaixada a Calígula. Lisboa: Liv. Bertrand, 1961
Breviário do Brasil. Porto: Edições Asa, 1991.
Um Outro Olhar Sobre Portugal. Porto: Asa, 1995.

Teatro
O Inseparável ou o Amigo por Testamento. Lisboa: Guimarães, 1958.
A Bela Portuguesa. Lisboa: Rolim, 1986
Estados Eróticos Imediatos de Sören Kirkegaard. Lisboa: Guimarães Editores, 1992
Party (diálogos). Lisboa: Guimarães Editores, 1996

Juvenil

Dentes de Rato. Lisboa: Guimarães Editores, 1987; 7ª ed., 1996

Vento, Areia e Amoras Bravas. Lisboa; Guimarães Editores, 1990
Contos Amarantinos. Porto: Asa, 1987; 3ª ed., 1991

A Memória de Giz. Lisboa: Contexto, 1994

Traduções

Alemão
Die Sibylle (A Sibila). Trad. Georg Rudolf Lind. Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1987
Fanny Owen. Trad. Georg Rudolf Lind e Lieselotte Kolanoske. Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1987.

Castelhano
Cuentos Impopulares (Contos Impopulares). Trad. Mª Fernanda de Abreu e Jorge A. Andrade. Madrid: Alianza Editorial, 1982
La Sibila (A Sibila) Trad. Isaac Alonso de Estravís. Madrid: Alfaguara, 1981
Fanny Owen. Trad. Basilio Losada. Barcelona: Ediciones Grijalbo, 1988
Dientes de Ratón (Dentes de Rato). Trad. Eduardo Naval. Madrid: Alfaguara, 1990.

Dinamarquês
Søren Kierkegaards Umiddelbare Erotiske Stadier (Estados Eróticos Imediatos de Sören Kierkegaard). Trad. Jorge Braga.
Copenhaga: Forlaget Ørby, 1994.

Francês
La Sibylle (A Sibila). Trad. Françoise Debecker-Bardin. Paris: Gallimard, 1982.
La Cour du nord (A Corte do Norte) Trad. Françoise Debecker-Bardin. Paris: Métailié,1991
Fanny Owen. Trad. Françoise Debecker-Bardin. Paris: Actes-Sud 1988.
Le confortable désespoir des femmes. (O Mosteiro) Trad. Françoise Debecker-Bardin. Paris: Métailié, 1994.
Les Terres du risque (As Terras do Risco). Trad. Françoise Debecker-Bardin. Paris: Métailié, 1996.

Grego
H KOIAA TOY ABPAAM (Vale Abraão). Atenas: Kastaniotis Editions S.A., 1996.

Italiano
La Sibilla (A Sibila). Florença: Giunti, 1989.

Romeno
Sibila (A Sibila). Trad. Mioara Caragea. Bucareste: Univers, 1986.



Prémios
Prémio Delfim Guimarães (Guimarães Editores), 1953 (A Sibila)
Prémio Eça de Queirós (Secretariado Nacional de Informação), 1954 (A Sibila )
Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa), 1966 (Canção Diante de uma Porta Fechada)
Prémio Nacional de Novelística (Secretariado Nacional de Informação), 1967 (Homens e Mulheres)
Prémio "Adelaide Ristori" (Centro Cultural Italiano de Roma), 1975
Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa), 1977 (As Fúrias)
Prémio Pen Club Português de ficção, 1980 (O Mosteiro )
Prémio D. Dinis (Casa de Mateus), 1980 (O Mosteiro)
Prémio da Cidade do Porto, 1982
Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 1983 (Os Meninos de Ouro)
Prémio RDP - Antena 1, 1988 (Prazer e Glória )
Prémio Seiva de Literatura (Companhia de Teatro Seiva Trupe),1988
Prémio da Crítica (Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários), 1993 (Ordens Menores)
Prémio União Latina (Itália), 1997 (Um Cão que Sonha)

Prémio Camões, 2004



Fontes:

Mulheres Socialistas

Leme.pt

Wook

Guerra e Paz Editores

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Morreu Maria Dulce

Celebrizada pelos diversos papéis que interpretou em filmes, telenovelas, séries e teatro, Maria Dulce faleceu ontem aos 73 anos.

©Lusa



A actriz, célebre quer em Portugal quer em Espanha, faleceu ontem em Bucelas, Loures. Para trás ficam 60 anos de carreira que se fizeram no palco e no pequeno e grande ecrã.

Maria Dulce estreou-se aos 13 anos no filme “Frei Luís de Sousa”, de António Lopes Ribeiro, no qual interpretou o papel de D. Maria de Noronha.

A carreira passou, principalmente nos primeiros tempos, por Espanha, onde fez teatro, cinema e televisão. Foi sobretudo nesta última área que Maria Dulce ficou conhecida pelo público português.

Ao longo da sua vida entrou em várias telenovelas e séries, entre elas “Os Andrades”, sobre uma família portuense, na qual Dulce interpretava o papel de sogra do protagonista.

Em 2009, integrou o elenco da peça “Hedda Gabler”, de Henrik Ibsen, com encenação de Celso Cleto, produzida pela Dramax, com a qual se apresentou em diversos palcos nacionais e no Círculo de Bellas Artes, em Madrid.

A actriz encontrava-se actualmente a ensaiar a peça “Sabina Freire”, de Manuel Teixeira Gomes, encenada por Celso Cleto, com estreia prevista para 5 de Outubro no Auditório Eunice Muñoz, em Oeiras.

Os palcos fecharam-se para Maria Dulce mas a sua memória certamente será mantida não só entre os portugueses mas também no país vizinho, onde esta lisboeta mostrou o que de melhor se faz por cá.



Fontes:
Expresso
Jornal Digital
Caras
Lusa
Lux