sábado, 26 de junho de 2010

Livro do Ano 2008

Já se encontra à venda o Livro do Ano 2008, da nossa cliente Página Editora, que lhe permite conhecer ou recordar os principais acontecimentos que marcaram o mundo em 2008. Imperdível!

A Página Editora acaba de lançar o Livro do Ano 2008, que contou com edição e coordenação da Atlântida.

Lançado deste há três décadas, o Livro do Ano afirmou-se como uma obra de referência no panorama editorial português.

Agora chega o Livro do Ano 2008, com formato 180x250, capa em skivertex e gravação a ouro, que lhe dá a conhecer, ao longo de 601 páginas com ilustrações a cores, os principais acontecimentos que marcaram 2008 e que tornaram este ano num ponto de viragem da história da sociedade contemporânea.

2008 foi o ano em que o mundo assistiu à pior crise económica e financeira à escala global desde 1929, que colocou em causa os valores do liberalismo económico e do capitalismo, a actividade da banca e a capacidade de resposta dos Governos perante um “monstro” chamado recessão.

Foi também o ano em que Barack Obama se tornou na resposta do povo norte-americano à crise de valores políticos e económicos que alastrava no país há várias décadas e em que a China mostrou nos Jogos Olímpicos de Pequim as suas capacidades para fazer em grande, fazer bem e saber receber melhor.

Estes temas são apenas um prenúncio do que poderá encontrar nesta obra que lhe dá a conhecer os principais acontecimentos em duas centenas de países, espalhados pelos cinco continentes. Além dos países, o Livro do Ano 2008 está também dividido em seis temas – Economia, Ciência e Tecnologia, Artes e Letras, Artes do Espectáculo, Desporto, e Obituário – para que não lhe escape qualquer informação sobre os acontecimentos que marcaram o ano e que mudarão, para sempre, o mundo como o conhecemos.

No final possui ainda uma página na qual pode escrever as suas memórias de 2008 para mais tarde recordar!

Lembramos que esta obra não se encontra à venda nas livrarias. Para adquirir pode enviar-nos um email ou contactar directamente o editor em http://www.domingoscastro.com/.





sexta-feira, 18 de junho de 2010

Adeus Saramago (1922-2010)

Prémio Nobel da Literatura em 1998, José Saramago morreu hoje aos 87 anos na sua residência na ilha espanhola de Lanzarote. Comunista, em oscilação entre a ortodoxia ideológica e o discurso desalinhado de livre-pensador, Saramago parte mas deixa aos Portugueses uma vasta obra editada em mais de 30 países e um Nobel que fica para sempre na história da literatura portuguesa e no coração do seu povo.


A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor português faleceu às 12h30 na sua residência de Lanzarote “em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila”.
“Saramago vai durar o que durar a literatura portuguesa”. A frase do escritor Mário Claúdio, uma das personalidades ouvidas pela agência Lusa após a morte do escritor, não poderia resumir melhor o legado que este homem, cujo trajecto foi tão polémico como indelével, deixou aos Portugueses e à literatura nacional.

Vida e obra

Saramago nasceu a 16 de Novembro de 1922 na aldeia de Azinhaga, na Golegã. Apesar de se ter mudado com a família para Lisboa aos dois anos de idade, o local de nascimento foi uma marca patente ao longo da sua vida, como salientou em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.

Terminou os estudos de Serralharia Mecânica, em 1939, e empregou-se nas oficinais do Hospital Civil de Lisboa. No entanto, por dentro, o “bichinho” da literatura já lhe invadia o corpo e a alma. Prova disso são as noites que passou nas Bibliotecas do Palácio das Galveias.

Em 1947 publica a primeira obra, intitulada Terras do Pecado. O título original, Viúva, foi alterado por imposição do editor da Minerva, que o considerou pouco comercial, razão pela qual Saramago resistia a incluir a obra na sua bibliografia.

Clarabóia foi a segunda obra que escreveu mas que, recusada pelo seu editor, permanece inédita até à actualidade.

Em 1955 inicia a sua actividade como tradutor e, até ao final da década de cinquenta, traduz cerca de 17 livros, entre eles de autores como Colette e Tolstoi.

Em 1966, quando era editor literário na Editorial Estúdio Cor, lançou os seus Poemas Possíveis, aos quais se seguiram Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975). Continua a sua actividade como tradutor, embora de forma mais moderada, traduzindo, entre outros, Colette, Cassou, Audisio, Bonnard e Maupassant.

Tornou-se crítico literário na Seara Nova e membro do Partido Comunista em 1968, do qual foi um dos mais preponderantes militantes até à sua morte.

Nos anos 60 dedicou-se à imprensa, nomeadamente, no Diário de Notícias, Diário de Lisboa, A Capital, Jornal do Fundão, e deu orientações na revista Arquitectura.



Em 1975 atingiu o auge do seu percurso jornalístico, tornando-se director-adjunto do Diário de Notícias mas, no mesmo ano, tomou a decisão de se dedicar exclusivamente à escrita e à tradução, vertendo para português, entre 1976 e 1979, cerca de 27 obras, a maioria de carácter político: Jivkov, Moskovichov, Frémontier, Pramov, Poulantzas, Grisnoni, Bayer, Hegel e Romain, entre outros.
Entre 1980 e 1985 traduz cerca de 10 obras de vários autores, entre os quais, Honoré, Bautista, Jivkov, Duby e Hikmet.

Manual de Pintura e Caligrafia (1977), Levantado do Chão (1980) e Memorial do Convento (1982) são as primeiras obras de Saramago, exclusivamente escritor, tornando-se célebre e respeitado pela crítica e pelo público.

Seguem-se História do Cerco de Lisboa (1989) e A Jangada de Pedra (1986), sempre no mesmo estilo , caracterizado pelas longas frases, pela ausência de travessões indicativos de discurso e pela utilização inventiva da pontuação.

Em 1991 lançou O Evangelho Segundo Jesus Cristo, que lhe valeu a contestação dos sectores católicos da sociedade portuguesa. O veto oficial do romance ao Prémio Literário Europeu conduziu à sua saída de Portugal, tendo-se mudado para a ilha de Lanzarote, nas Canárias, com Pilar del Rio, a jornalista espanhola com quem havia casado em 1988.

Já em Lanzarote, escreveu Ensaio Sobre a Cegueira (1995) e Todos os Nomes (1997). Um ano depois chegou a maior distinção da sua carreira. A 9 de Outubro de 1998 foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura, o primeiro na história atribuído a um escritor português.

Seguiram-se A Caverna (2000), O Homem Duplicado (2002), As Intermitências da Morte (2005) e A Viagem do Elefante (2008), sempre num tom interventivo e polémico no espaço mediático mundial.

Caim (2009), o seu último romance, sobre o primogénito de Adão e Eva, acompanhado das declarações proferidas aquando do seu lançamento, em que classificou a Bíblia como “um manual de maus costumes”, foi a derradeira polémica de Saramago para quem “a finitude é o destino de tudo”*.

* Declaração proferida numa entrevista ao jornal Público, em 2005, sobre o seu conceito do Mundo.
Fontes:
Fundação José Saramago
Público
RTP

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Guia do Louvre

Nestas férias de Verão sugerimos uma viagem até à "cidade das luzes" e uma visita ao Museu do Louvre. Para auxiliar, e mais tarde recordar a visita, apresentamos O Guia do Louvre!



© Atlântida


O Guia do Louvre, com tradução e revisão linguística e científica da Atlântida, propõe uma visita ideal àquele que é considerado o “maior museu do mundo”, dando a conhecer a riqueza das colecções que atravessam séculos e civilizações.
Este Guia, que se encontra à venda apenas no próprio museu, tem como objectivo não mostrar tudo, mas evocar tudo através de uma escolha de seiscentas obras de arte divulgadas ao longo de 479 páginas.
Dividido em dez capítulos - Antiguidades orientais; Antiguidades egípcias; Antiguidades gregas, etruscas e romanas; Artes do Islão; Pinturas; Esculturas; Objectos de arte; Artes gráficas; e Artes de África, da Ásia, da Oceânia e das Américas - o livro está ainda dotado de um índice de autores de forma a facilitar a sua consulta.
Além dos comentários que acompanham as principais obras de arte, uma apresentação sintética dos períodos abordados coloca as colecções no seu contexto artístico e revela a personalidade dos mais célebres artistas.
Poderá consultar esta obra como preâmbulo da sua visita ou para recordar as suas descobertas!