
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Autor da semana: José Rodrigues dos Santos
© josérodriguesdossantos.com
José Rodrigues dos Santos nasceu em Moçambique em Abril de 1964, quando o país ainda fazia parte do império colonial português.
Após o 25 de Abril de 1974 mudou-se para Portugal. Contudo, cinco anos depois partiu para Macau onde, aos 17 anos, iniciou carreira no jornalismo, trabalhando na Rádio Macau.
Em 1982 regressou a Portugal e licenciou-se em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa. Em 1986 partiu para a capital inglesa, integrando a BBC.
Já em 1990 regressou a Portugal, sendo contratado pela RTP, onde começou por apresentar o “24 Horas”. Foi durante a apresentação deste programa, em Janeiro de 1991, que noticiou as breaking news sobre a Guerra do Golfo, tendo a sua prestação sido de tal forma cativante que passou a ser a “face” do Telejornal daquela estação pública de televisão.
Em 1993 tornou-se também colaborador permanente da CNN. Reportou conflitos de diversos países, entre os quais, África do Sul, Angola, Timor-Leste, Iraque, Kuwait, Israel e Palestina, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia e Líbano.
Doutorou-se depois em Ciências da Comunicação, disciplina que actualmente lecciona na Universidade Nova de Lisboa.
É um dos mais premiados jornalistas portugueses, tendo ganho diversos prémios académicos e jornalísticos. Venceu o Prémio Ensaio, do Clube Português de Imprensa, em 1986, e o American Club of Lisbon Award for Academic Merit, do American Club of Lisbon, em 1987. Ganhou também o Grande Prémio de Jornalismo, do Clube Português de Imprensa, em 1994. Venceu ainda três prémios da CNN: o Best News Breaking Story of the Year, em 1994, pela história “Huambo Battle”; o Best News Story of the Year for the Sunday, em 1998, pela reportagem “Albania Bunkers”; e o Contributor Achievement Award, em 2000, pelo conjunto do seu trabalho.
Actualmente, é director de Informação e apresentador do Telejornal da RTP e um dos jornalistas mais influentes no panorama informativo nacional. Contudo, além da sua mais conhecida faceta como jornalista, é também ensaísta e romancista. Tornou-se, sobretudo nesta última vertente literária, num dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar o maior número de edições com obras que venderam mais de cem mil exemplares cada.
O romance de estreia, denominado A Ilha das Trevas, foi reeditado pela Gradiva, em 2007, actual editora do autor.
Em 2005, o jornalista e escritor português estabeleceu um acordo com uma das principais editoras a operar nos Estados Unidos, a Harper Collins, com o intuito de lançar naquele país a obra O Codex 632. O livro foi apresentado na Book Fair America de 2007 como um dos principais lançamentos daquela editora.
Entretanto, outro acordo foi obtido pelo autor e pela Gradiva com o Gotham Group, uma empresa de Los Angeles ligada às principais produtoras de Hollywood, tais como a Paramount, a Universal Studios e a Twentieth Century Fox, com o intuito de adaptar a obra O Codex 632 ao cinema. A ocorrer, José Rodrigues dos Santos será o segundo autor português na história, a seguir a José Saramago com Ensaio sobre a Cegueira, a ver uma obra transposta para o cinema.
José Rodrigues dos Santos é assim uma referência para os jovens jornalistas e escritores e um exemplo de profissionalismo no mundo mediático.
Obras:
Ensaio:
Comunicação, Difusão Cultural, 1992; Prefácio, 2001.
Crónicas de Guerra I – Da Crimeia a Dachau, Gradiva, 2001; Círculo de Leitores, 2002.
Crónicas de Guerra II – De Saigão a Bagdade, Gradiva, 2002; Círculo de Leitores, 2002.
A Verdade da Guerra, Gradiva, 2002; Círculo de Leitores, 2003.
Ficção
A Ilha das Trevas, Temas & Debates, 2002; Prefácio e Círculo de Leitores, 2003; Gradiva, 2007.
A Filha do Capitão, Gradiva, 2004.
O Codex 632, Gradiva, 2005.
A Fórmula de Deus, Gradiva, 2006.
O Sétimo Selo, Gradiva, 2007.
A Vida Num Sopro, Gradiva, 2008.
Fúria Divina, Gradiva, 2009.
Conversas de Escritores, Gradiva, 2010.
Fontes:
joserodriguesdossantos.com
Portal da Literatura
Wook
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Autor da semana: Daniel Sampaio
© Sandra Rocha/ Kameraphoto
Em 1970 formou-se em Medicina e, no mesmo ano, casou com Maria José Cabeçadas Ataíde Ferreira, tendo actualmente três filhos e cinco netos.
Em 1986 obteve o doutoramento em Medicina, na especialidade de Psiquiatria.
É professor associado com agregação desde 1997 na Faculdade de Medicina de Lisboa e assistente hospitalar graduado do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria em Lisboa, onde coordena o Núcleo de Estudos do Suicídio.
Coordena, igualmente, neste hospital, o atendimento de jovens com anorexia nervosa e bulimia nervosa. Foi um dos introdutores da Terapia Familiar em Portugal, a partir da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, que fundou em 1979.
Na Rádio Renascença, teve um programa intitulado “Sociedade do Conhecimento”, no qual também participaram Paulo Sérgio e Luís Osório.
O seu livro Vagabundos de Nós foi adaptado ao teatro, com encenação de Luís Osório, tendo a peça estado em cena no Teatro Maria Matos, de 17 de Março a 18 de Abril de 2004, e sido vista por mais de 6 mil pessoas.
Livros publicados:
Droga, pais e filhos, Bertrand, 1978
Terapia Familiar, Afrontamento, 1985
Que divórcio?, Edições 70, 1991
Ninguém Morre Sozinho, Caminho, 1991
Vozes e Ruídos, Editorial Caminho, 1993
Inventem-se Novos Pais, Caminho, 1994
Voltei à Escola, Editorial Caminho, 1996
A Cinza do Tempo, Caminho, 1997
Vivemos Livres numa Prisão, Caminho, 1998
A Arte da Fuga, Caminho, 1999
Tudo o Que Temos Cá Dentro, Caminho, 2000
Lições do Abismo, Caminho, 2002
Vagabundos de Nós, Caminho, 2003
Árvore sem Voz, Caminho, 2004
Lavrar o Mar, Caminho, 2006
Daniel Sampaio, conversas com João Adelino Faria, Relógio D`Água Editores, 2008
A Razão dos Avós, Editorial Caminho, 2008
Porque Sim, Editorial Caminho, 2009
Fontes:
danielsampaio.no.sapo.pt
Wook
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Autor da semana: José Luís Peixoto
© DN/Gonçalo Villaverde
José Luís Peixoto nasceu em Setembro de 1974 em Galveias, Portalegre, e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Inglês e Alemão, pela Universidade Nova de Lisboa.
Estreou-se na ficção com Morreste-me, em 2000, publicado em edição de autor. No mesmo ano publicou o romance Nenhum Olhar, com o qual ganhou o Prémio José Saramago em 2001 e foi considerado finalista para a atribuição de dois dos mais importantes prémios literários desse mesmo ano: o Grande Prémio de Romance e Novela da APE e o Prémio do Pen Club.
É ainda autor de A Criança em Ruínas (poesia, 2001), Uma Casa na Escuridão (romance, 2002), A Casa, a Escuridão (poesia, 2002), Antídoto (prosa, 2003) e Cemitério de Pianos (prosa, 2006).
Possui textos publicados em várias revistas portuguesas e estrangeiras e assina colunas permanentes em diversas publicações nacionais e além-fronteiras.
Foi, ao longo de vários anos, professor do ensino secundário, tendo leccionado na Lousã, em Oliveira do Hospital e na Cidade da Praia, em Cabo Verde.
No passado dia 14 de Setembro lançou Livro, a sua mais recente obra. Os seus romances estão publicados em 12 idiomas, sendo actualmente um dos jovens romancistas de maior destaque na Europa.
Biografia
Ficção
Morreste-me, 2000
Nenhum Olhar, 2000
Uma Casa na Escuridão, 2002
Antídoto, 2003
Minto Até ao Dizer que Minto, 2006
Cemitério de Pianos, 2006
Hoje Não, 2007
Cal, 2007
Livro, 2010
Poesia
A Criança em Ruínas, 2001
A Casa, a Escuridão, 2002
Gaveta de Papéis, 2008
Obras de teatro
“Anathema”, 2006
“À Manhã”, 2007
“Quando o Inverno Chegar”, 2007
Prémios
Prémio Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude de 1998 e 2000
Prémio José Saramago da Fundação Círculo de Leitores, 2001
Prémio Daniel Faria, 2008
Prémio Cálamo Outra Mirada, 2008
Fontes:
Expresso
Diário de Notícias
Instituto Camões
Wook
* Citação de José Luís Peixoto publicada no Notícias Magazine (Diário de Notícias).
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Faleceu Francisco Ribeiro, ex-Madredeus

Francisco Ribeiro foi um dos membros fundadores dos Madredeus, banda que surgiu em 1986 com uma sonoridade especial e melancólica e que percorreu o mundo.
Após centenas de concertos e vários discos lançados, abandonou a banda em 1997 para completar a sua formação musical, em Inglaterra.
Foi membro da Stroud Symphony Orchestra e da Gloucester Symphony Orchestra, em 2002 e 2003.
Longe do olhar do público, regressou a Portugal em 2006 e, em Dezembro de 2009, ressurgiu em primeiro plano com “A Junção do Bem”, o primeiro álbum do seu projecto Desiderata.
Contudo, um cancro no fígado contra o qual lutava obrigou-o a cancelar um espectáculo agendado para Julho passado, na Casa da Música, no Porto, onde o álbum foi gravado.
O corpo de Francisco Ribeiro será hoje levado para o Cemitério dos Olivais onde família, amigos, colegas e fãs poderão dizer um último adeus.
Fontes:
Público
Correio da Manhã
TVI 24
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Autor da semana: valter hugo mãe

valter hugo mãe nasceu em Saurimo, Angola, em 1971. Contudo, foi em Passos de Ferreira que passou grande parte da infância. Já em 1981 mudou-se para Vila do Conde, terra que nunca mais deixou.
Licenciou-se em Direito, contudo a sua paixão pelas Letras levou-o a pós-graduar-se em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
A sua jornada pelo mundo das Letras iniciou-se na poesia, em 1996, com silencioso corpo de fuga, sendo a liberdade formal uma das principais características de valter hugo mãe, para quem “arrancar” as maiúsculas do princípio das frases acelera a leitura, já que, como explica, “não falamos com maiúsculas, aspas ou travessões”.
Em 1999 fundou com Jorge Reis Sá a Quasi Edições, publicando obras de várias personalidades, entre as quais, Mário Soares, Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Artur do Cruzeiro Seixas, Ferreira Gullar, António Ramos Rosa, e Adolfo Luxúria Canibal. No mesmo ano recebeu o Prémio Almeida Garrett.
Em 2001 tornou-se director da revista Apeadeiro e em 2004 publicou o nosso reino. Contudo, seria com o remorso de baltazar serapião, obra publicada em 2007, que o seu talento seria finalmente reconhecido ao ganhar o Prémio José Saramago pela mão do próprio escritor, que caracterizou a obra de valter hugo mãe como um “tsunami literário”.
Em 2006 fundou a editora Objecto Cardíaco. Dois anos depois publicou o apocalipse dos trabalhadores e passou a dedicar-se também à edição de letras de músicas tendo, ainda neste ano, fundado com Miguel Pedro e António Rafael, do grupo Mão Morta, a banda Governo, da qual se tornou vocalista.
Com letras e músicas se faz a vida deste homem, considerado um dos melhores autores contemporâneos do panorama editorial português.
Bibliografia
Poesia
silencioso corpo de fuga, A Mar Arte, Coimbra, 1996;
o sol pôs-se calmo sem me acordar, A Mar Arte, Coimbra, 1997;
entorno a casa sobre a cabeça, Silêncio da Gaveta Edições, Vila do Conde, 1999;
egon schielle auto-retrato de dupla encarnação, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Porto, 1999;
estou escondido na cor amarga do fim da tarde, Campo das Letras, Porto, 2000;
três minutos antes de a maré encher, Quasi Edições, V.N. Famalicão, 2000;
a cobrição das filhas, Quasi Edições, V.N. Famalicão, 2001;
útero, Quasi Edições, V.N. Famalicão, 2003;
o resto da minha alegria seguido de a remoção das almas, Cadernos do Campo Alegre, Porto, 2003;
livro de maldições, Objecto Cardíaco, Vila do Conde, 2006;
pornografia erudita, Edições Cosmorama, Maia, 2007;
bruno, Littera Libros, Espanha, 2007;
folclore íntimo, Edições Cosmorama, Maia, 2008.
Romance
o nosso reino, Temas e Debates, Lisboa, 2004;
o remorso de baltazar serapião, QuidNovi, Matosinhos / Lisboa, 2007;
o apocalipse dos trabalhadores, QuidNovi, Matosinhos / Lisboa, 2008.
a máquina de fazer espanhóis, Objectiva, 2010
Infantil
a verdadeira história dos pássaros, Booklândia / QuidNovis, Matosinhos / Lisboa, 2009;
a história do homem calado, Booklândia / QuidNovis, Matosinhos / Lisboa, 2009.Fontes:
valterhugomae.com
ionline
Público
Wook
Instituto Camões