domingo, 31 de outubro de 2010

Atlântida marca presença no lançamento de Reiki – Manual do Terapeuta Profissional

A Atlântida esteve presente no lançamento de Reiki – Manual do Terapeuta Profissional, de Johnny De'Carli, no passado dia 28 no Hotel Tuela, no Porto. A obra, que aborda esta técnica milenar cada vez mais procurada em todo mundo, contou com revisão e adaptação da Atlântida.



“O que sabe um peixe sobre a água na qual nada a vida inteira?” (Albert Einstein) ou
“Ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje. Eis um dos grandes objectivos da vida” são alguns dos muitos pensamentos que podem ser encontrados nesta brilhante obra de Johnny De'Carli.


Reiki – Manual do Terapeuta Profissional, editado pela Dinalivro com revisão e adaptação da Atlântida, aborda este sistema natural de harmonização e reposição energética que mantém ou recupera a saúde, sendo igualmente um método de redução de stresse.

O que é então o Reiki?

Johnny De'Carli explica que “Reiki é uma palavra japonesa. Rei significa universal e pode referir-se ao aspecto espiritual, à Essência Energética Cósmica que atravessa todas as coisas e circunda tudo quanto existe. Ki é a energia vital individual que flui em todos os organismos vivos e que os mantém activos. Assim, o Método Reiki funciona como um instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas”.

A energia Reiki “é um processo de encontro dessas duas energias, a Energia Universal e a nossa energia física. Ocorre depois da sintonização ou iniciação, feita por um Mestre habilitado”.

Esta é, por isso, uma grande obra a não perder já que lhe mostra como evoluir como pessoa e como estar em harmonia com o seu Eu Interior e com o próprio Universo.




Sobre o autor:
Johnny De’Carli é engenheiro agrónomo, tendo-se formado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Julho de 1982. Possui o bacharelato em Teologia pela Faculdade Teológica de São Mateus, São Paulo, concluído em Dezembro de 2003.
É mestre em Ciências da Religião pela mesma faculdade, desde Dezembro de 2005.
É, igualmente, pós-graduado em Terapias Naturais e Holísticas pela Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro, onde actualmente lecciona.
Johnny De’Carli recebeu ensinamento de Reiki no Japão, com o Sensei Fuminori Aoki, presidente do Reido Reiki e do Human & Trust Institute (Tóquio) e autor de Reiki – A Cura Natural, e com o Sensei Doi Hiroshi, presidente da Gendai Reiki Healing Kyokai (Quioto) e autor de Iyashino Gendai Reiki-Ho.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Autor da semana: Gonçalo M. Tavares

Com quase duas décadas de carreira no universo da literatura, Gonçalo M. Tavares tornou-se num escritor de renome no panorama nacional e internacional, tendo a sua escrita despertado em Saramago a “vontade de lhe bater”!


© http://goncalomtavares.blogspot.com/

Gonçalo M. Tavares nasceu em Agosto de 1970 em Luanda, contudo, a sua infância foi passada em Aveiro.
Estreou-se como autor em Dezembro de 2001. Desde essa altura, a sua obra faz-se em romance, conto, ensaio, poesia e teatro.
Em Portugal, recebeu o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004 com o romance Jerusalém e o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com O Senhor Valéry. Recebeu, ainda, o Grande Prémio do Conto “Camilo Castelo Branco”, da Associação Portuguesa de Escritores, por Água, Cão, Cavalo, Cabeça.
Os seus livros deram origem, em Portugal e além-fronteiras, a peças de teatro, objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, projectos de arquitectura, etc., bem como a teses académicas em Portugal, Itália e Brasil. Todas as suas obras estão a ser traduzidas e editadas em 25 países.
Recebeu também, no estrangeiro, o Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia) e nomeação para o Prix Cévennes 2009 – Prémio para o melhor romance europeu (França).
O seu romance Jerusalém foi incluído na edição europeia de “1001 Livros para ler antes de morrer – um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos”.
José Saramago, no discurso de atribuição do prémio homónimo ao romance Jerusalém, disse: “Jerusalém é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem com apenas 35 anos: dá vontade de lhe bater!”. Conheça as obras deste grande escritor que já cativou leitores um pouco por todo o mundo e deixe-se cativar também!

Obras:
O Reino
Um Homem: Klaus Klump, Caminho, 2003
A Máquina de Joseph Walser, Caminho, 2004
Jerusalém, Caminho, 2004
Aprender a Rezar na Era da Técnica, Caminho, 2007

O Bairro
O Senhor Valery, Caminho, 2002
O Senhor Henri, Caminho, 2003
O Senhor Brecht, Caminho, 2004
O Senhor Juarroz, Caminho, 2004
O Senhor Kraus, Caminho, 2005
O Senhor Calvino, Caminho, 2005
O Senhor Walser, Caminho, 2006
O Senhor Breton, Caminho, 2008
O Senhor Swedenborg, Caminho, 2009

Livros Pretos (canções)
Água, Cão, Cavalo, Cabeça, 2006

Enciclopédia
Breves notas sobre a ciência, Relógio d`Água, 2006
Breves notas sobre o medo, Relógio d`Água, 2007
Breves notas sobre as ligações, Relógio d`Água, 2009

Bloom Books
A perna Esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil, Relógio d`Água, 2004

Poesia
1, Relógio d`Água, 2004

Estórias
Histórias falsas (contos), Campo das Letras, 2005

Teatro
A Colher de Samuel Breckett, Campo das Letras, 2003

Arquivos
Biblioteca, Campo das Letras, 2004

Investigações
Livro da dança, Assírio e Alvim, 2001
Investigações Novalis, Difel, 2002
Investigações geométricas, Teatro do Campo Alegre, 2005

Fontes:
http://goncalomtavares.blogspot.com/
Wook
Caminho

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Autor da semana: José Rodrigues Miguéis

Tendo vivido na Bélgica e nos Estados Unidos, José Rodrigues Miguéis tornou-se um grande escritor português da emigração, divulgando, na sua obra de magistral composição ficcional, romances centrados na sua aguda experiência de afastamento da pátria.


©CVC


José Rodrigues Miguéis nasceu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1901, tendo-se licenciado em Direito (Lisboa, 1924) e em Ciências Pedagógicas (Bruxelas, 1933). Foi temporariamente advogado, delegado do Ministério Público e professor do ensino secundário.

Seguidor da imprensa periódica, foi colaborador d`A República e da Seara Nova, dirigiu o semanário O Globo (1933) com Bento de Jesus Caraça e envolveu-se em movimentos de intervenção cívica democrática.

Vendo o seu nome censurado nos jornais, partiu em 1935 para os Estados Unidos, onde acabaria por viver grande parte da sua vida.

Entre 1942 e 1952 foi assistant editor das Selecções do Reader`s Digest. Colaborou regularmente na imprensa de Lisboa e dedicou-se à tradução de nomes como Stendhal, Carson, Erskine, McCullers, Caldwell e F. Scott Fitzgerald.

A sua obra configura-se sobretudo ao nível da ficção narrativa e da crónica-ensaio. Foi um leitor atento de Camilo e Eça e revelou-se mestre da ironia e do humor, problematizando as contradições sociais, analisando o sujeito individualmente considerado, não poucas vezes em situações limite de amargura e de perda mas, também, em busca de identidade, oscilando entre o regresso como forma de esperança e a fuga como expressão de desistência.

Em 1961 foi eleito membro da Hispanic Society of America e, em 1976, tornou-se membro da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1979 foi distinguido com a Ordem Militar de Santiago da Estada, com o grau de Grande Oficial. Morreria no ano seguinte em Nova Iorque, a 27 de Outubro, deixando para trás uma extensa obra que se fez em conto, novela, crónica mas, sobretudo, em romance.

Obras publicadas:

Feliz Páscoa
(Novela), 1932
Onde a noite se acaba (Contos e Novelas), 1946
Saudades para Dona Genciana (Conto), 1957
Uma aventura inquietante (Romance), 1958
Léah e outras histórias (Contos e Novelas), 1958
Um homem sorri à morte com meia cara (Narrativa), 1959
A escola do paraíso (Romance), 1960
O passageiro do Expresso (Teatro), 1960
Gente da terceira classe (Contos e Novelas), 1962
É proibido apontar. Reflexões de um burguês - I (Crónicas), 1964
Nikalai! Nikalai! (Romance), 1971
A Múmia, 1971
O espelho poliédrico (Crónicas), 1972
Comércio com o inimigo (Contos), 1973
As harmonias do "Canelão". Reflexões de um burguês - II (Crónicas), 1974
O milagre segundo Salomé, 2 vols. (Romance), 1975
O pão não cai do céu (Romance), 1981
Passos confusos (Contos), 1982
Arroz do céu (Conto), 1983
O Anel de Contrabando, 1984
Uma flor na campa de Raul Proença, 1985
Aforismos & desaforismos de Aparício, 1996


Fontes:

Centro Virtual Camões
Portal da Literatura
Projecto Vercial

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Autor da Semana: António Mendonça Pinto

Numa altura em que muitos indicadores apontam que a economia portuguesa deverá entrar em recessão em 2011, decidimos dedicar esta rubrica a um homem que tem dedicado a sua vida à economia e que, através dos livros, tem instruído gerações não só sobre a economia portuguesa mas também sobre a europeia, à qual estamos cada vez mais interligados.


António Mendonça Pinto licenciou-se em Finanças no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em 1970, e tem exercido a sua actividade profissional no Banco de Portugal.

No período de 2001 a 2006 foi consultor para os assuntos económicos da Casa Civil do Presidente da República, então Jorge Sampaio, e, entre 1986 e 1988, fundou e dirigiu o Gabinete de Estudos Económicos do Ministério das Finanças.

No desempenho das suas funções profissionais tem participado em diversos comités e reuniões internacionais, nomeadamente na OCDE e na União Europeia.

Na sua carreira académica foi responsável e leccionou várias disciplinas no Instituto Superior de Economia, no Instituto de Formação Bancária, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa.

Interessado pelas questões económicas e financeiras, nacionais e europeias, tem sido orador em diversas conferências e seminários, escrito artigos para jornais e revistas e publicado livros como Sistema Monetário Europeu (Instituto Superior de Gestão Bancária, 1994), União Monetária Europeia – Portugal e o Euro (Universidade Católica Editora, 2.ª Edição, 1997), Política Económica – em Portugal e na Zona Euro (Principia, 1999), O Desafio Europeu e a Economia Portuguesa – Uma discussão necessária (Verbo, 2000) e Economia Portuguesa – Melhor é Possível (Almedina, 2007), obras que recomendamos a todos quantos querem saber e entender a economia actual em Portugal e no mundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mario Vargas Llosa é Prémio Nobel da Literatura

O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura 2010, arrecandando o 11.º galardão sueco para um autor de língua espanhola.



© Enrique Castro-Mendivil/Reuters


“Muito comovido e entusiasmado”. Assim se sentiu Mario Vargas Llosa ao saber que é seu o 103.º Prémio da Literatura, o mais importante galardão do mundo das Letras.

O peruano, de 74 anos, foi distinguido “pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos”, justificou a Academia sueca em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.

Mario Vargas Llosa nasceu em 1936, em Arequipa, no Peru. Professor universitário, académico e político, é uma personalidade intelectual de grande vulto e um dos mais importantes escritores da América Latina e do mundo.

Da sua vasta obra, destaque para A Cidade os Cães (Prémio Biblioteca Breve, 1962; Prémio da Crítica Espanhola, 1963), A Casa Verde (Prémio Nacional do Romance do Peru, Prémio da Crítica Espanhola, Prémio Rómulo Gallegos, 1963), Conversa n' A Catedral (1969), Pantaleão e as Visitadoras (1973), A Tia Júlia e o Escrevedor (1977), A Guerra do Fim do Mundo (1981; Prémio Ritz-Hemingway - 1985), História de Mayta (1984), Quem Matou Palomino Molero? (1986), O Falador (1987), Elogio da Madrasta (1988), Lituma nos Andes (Prémio Planeta, 1993), Como Peixe na Água (1993), Os Cadernos de Dom Rigoberto (1997), Carta a uma Jovem Romancista (1997), A Festa do Chibo (2000), O Paraíso na Outra Esquina (2003) e Travessuras da Menina Má (2007).

Recebeu também o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras em 1986 e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt em 1997. Foi ainda condecorado pelo governo francês com a Medalha de Honra em 1985.

É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977 e da Real Academia Española desde 1994.

Tem vários doutoramentos honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia.


Fontes:
Público
Diário de Notícias
Destak
RTP

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Autor da semana: Isabel Alçada

O seu nome estará para sempre ligado à “aventura” da Educação, quer como ministra, como docente mas, sobretudo, como escritora.






©José Sena Goulão/Lusa




Isabel Alçada nasceu a 29 de Maio de 1950, em Lisboa, sendo a mais velha de três irmãs. A casa da família era bastante frequentada pelas tias e pelas primas, contudo, apesar do ambiente ser maioritariamente feminino, era o pai quem representava a autoridade máxima, sendo um homem de pulso firme mas, simultaneamente, criativo, alegre e optimista, um contador de histórias que organizava passeios e visitas a museus que representavam um desafio e um estímulo permanente para as filhas.

A primogénita frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário. Licenciou-se depois em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.

Casou ainda estudante, na véspera de fazer 18 anos, teve uma filha e iniciou a vida profissional no Centro de Formação e Orientação Profissional – Psicoforma.

Quando terminou a licenciatura, ingressou na Direcção-Geral de Educação Permanente do Ministério da Educação, de onde transitou para o Secretariado da Reestruturação do Ensino Secundário em 1975/76.

Em Setembro de 1976 tornou-se professora de Português e História do 2.º ciclo. Neste mesmo ano, fez o Estágio Pedagógico na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa, sendo convidada para trabalhar na Formação de Professores como orientadora de estágio, tendo, nesta qualidade, participado em vários cursos e seminários sobre a didáctica da História, realizados em Portugal e além-fronteiras.

Fez o mestrado em Ciências da Educação na Universidade de Boston, nos Estados Unidos, e passou a laborar no Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação.

Desde 1985 até à actualidade, faz parte do quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa. Publicou vários estudos que apresentou em Bruxelas, Aix-en-Provence, Tessalónica e Franquefurte.

Em 2009 tornou-se ministra do XVIII Governo Constitucional, tendo a tutela da Educação.
Contudo, a sua vida não se fez só na sala de aula ou no Ministério da Educação, sendo desde 1982 conhecida como escritora dos livros infanto-juvenis Uma Aventura…, que escreve em parceria com Ana Maria Magalhães.

Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura portuguesa, reflectem a infância feliz, a longa e variada experiência educativa, e o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.


Fontes:


uma-aventura.pt


Editorial Caminho