
© Enrique Castro-Mendivil/Reuters
“Muito comovido e entusiasmado”. Assim se sentiu Mario Vargas Llosa ao saber que é seu o 103.º Prémio da Literatura, o mais importante galardão do mundo das Letras.
O peruano, de 74 anos, foi distinguido “pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos”, justificou a Academia sueca em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.
Mario Vargas Llosa nasceu em 1936, em Arequipa, no Peru. Professor universitário, académico e político, é uma personalidade intelectual de grande vulto e um dos mais importantes escritores da América Latina e do mundo.
Da sua vasta obra, destaque para A Cidade os Cães (Prémio Biblioteca Breve, 1962; Prémio da Crítica Espanhola, 1963), A Casa Verde (Prémio Nacional do Romance do Peru, Prémio da Crítica Espanhola, Prémio Rómulo Gallegos, 1963), Conversa n' A Catedral (1969), Pantaleão e as Visitadoras (1973), A Tia Júlia e o Escrevedor (1977), A Guerra do Fim do Mundo (1981; Prémio Ritz-Hemingway - 1985), História de Mayta (1984), Quem Matou Palomino Molero? (1986), O Falador (1987), Elogio da Madrasta (1988), Lituma nos Andes (Prémio Planeta, 1993), Como Peixe na Água (1993), Os Cadernos de Dom Rigoberto (1997), Carta a uma Jovem Romancista (1997), A Festa do Chibo (2000), O Paraíso na Outra Esquina (2003) e Travessuras da Menina Má (2007).
Recebeu também o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras em 1986 e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt em 1997. Foi ainda condecorado pelo governo francês com a Medalha de Honra em 1985.
É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977 e da Real Academia Española desde 1994.
Tem vários doutoramentos honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia.
Fontes:
Público
Diário de Notícias
Destak
RTP
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