terça-feira, 17 de agosto de 2010

Autor da semana: Francisco Moita Flores

Ex-agente da PJ, romancista, ensaísta, ficcionista, Francisco Moita Flores é considerado pela crítica como um dos melhores argumentistas portugueses da actualidade.


© Cátia Rodrigues/Atlântida
Francisco Moita Flores nasceu em 1953 em Moura, onde estudou até aos 15 anos. Continuou depois os estudos em Beja e em Lisboa.

Fez o bacharelato em Biologia e até 1977 leccionou no ensino secundário, ano em que ingressou na Polícia Judiciária (PJ), tendo sido o primeiro classificado no curso de Investigação Criminal.

Até 1990 integrou brigadas de furto qualificado, assalto à mão armada e homicídios. Célebre dentro daquela instituição, abandonou a PJ para se dedicar à vida académica.

Contudo, dois anos depois, regressou para junto da então direcção da PJ com a missão de proceder aos estudos e avaliações do movimento criminal. No âmbito da função de assessor, participou nos “Casos de Polícia”, programa televisivo transmitido na SIC, revolucionando as relações entre polícia e comunicação social.

Os 12 anos na PJ proporcionaram-lhe diversas experiências e inspiração para as suas obras de ficção, tendo algumas sido adaptadas para televisão.

Francisco Moita Flores foi sempre trabalhador-estudante. Além de estudar Biologia e Investigação Criminal, licenciou-se também em História e doutorou-se pelo Instituto de História e Teoria das Ideias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Estudou também Sociologia, especializando-se em Sociologia Urbana e, mais tarde, em Criminologia no Instituto de Criminologia de Lausanne e depois na Sorbonne, onde dá aulas.

Simultaneamente, tem desenvolvido trabalho como escritor. Como ensaísta, o seu trabalho sobre Antero de Quental foi considerado pela crítica como um dos melhores estudos aquando do centenário da morte do poeta filósofo. Enquanto romancista o seu nome está associado a grandes projectos televisivos.

Foi, por diversas vezes, premiado em Portugal e além-fronteiras, possuindo alguns dos seus livros traduzidos em inglês, francês e mandarim.

Actualmente, lidera o Centro de Estudos de Ciências Forenses e, simultaneamente, colabora em vários jornais e revistas portugueses.

No domínio político, após ter abandonado a PJ, integrou, na qualidade de independente, as listas do Partido Socialista às autarquias de Moura e de Lisboa e, desde 2005, é presidente da Câmara Municipal de Santarém, tendo contado com o apoio do Partido Social Democrata.

Lançou, recentemente, Mataram o Sidónio!, um romance de vida e morte onde, fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei.















Francisco Moita Flores durante uma sessão de
autógrafos na Feira do Livro de Sesimbra
(© Cátia Rodrigues/Atlântida)
Obras literárias:
Filhos da Memória do Vento, Editorial Notícias, 1997
O Carteirista que Fugiu a Tempo, Editorial Notícias, 2001
Não há Lugar para Divorciadas, Editorial Notícias, 2003
Em Memória de Albertina, que Deus Haja!, Editorial Notícias 2004
A Fúria das Vinhas, Casa das Letras, 2007
Polícias sem História, Casa das Letras, 2008
Mataram o Sidónio!, Casa das Letras, 2010


Guiões:
“Morte D`Homem” (1985)
“Desencontros” (1994)
“Filhos do Vento” (1996)
“Polícias” (1996)
“Ballet Rose” (1997)
“Esquadra de Polícia” (1998)
“A Raia dos Medos” (1999)
“Capitão Roby” (1999)
“Conde D`Abranhos” (2000)
“Alves dos Reis” (2000)
“O Processo dos Távoras” (2001)
“Lusitana Paixão” (2002)
“A Ferreirinha” (2004)
“João Semana” (2004)
“Pedro e Inês” (2005)


Fontes:
Câmara Municipal de Santarém
Portal da Literatura
Oficina do Livro
Wook

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